“Se todo mundo que se odeia se amasse o mundo seria um lugar bem melhor”

Júlia Forli

“Se não tivéssemos tentado chegar as estrelas poderíamos vê-las bem mais de perto”

Camille Carraco

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Liberdade


"É o que posso expressar dizendo que o homem está condenado a ser livre.
Condenado porque não se criou a si mesmo, e como, no entanto, é livre, uma vez que foi lançado no mundo, é responsável por tudo o que faz."
                                                                                                                                                SARTRE


"Poderia-se dizer que livre, livre mesmo, é quem decide de uma hora para outra que quer jantar em Paris e pega um avião.Mas mesmo este depende de estar com o passaporte em dia e encontrar um lugar na primeira classe.E nunca escapará da dura realidade de que só chegará a Paris para o almoço do dia seguinte.O planeta tem seus protocolos."
                                                                                            LUÍS FERNANDO VERÍSSIMO


"E por mais que tente nunca vai alcançar o sol"

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Democracia



Período eleitoral
hoje por muito algo banal,
uma situação bem difícil
em que parece ser ridículo.
São cartas, placas,estandes
anúncios,propagandas
tão fúteis,
com foto de bacana.

Uma sociedade em que a bacanagem prevalece,
em que a enganação cresce
mandatos mais mandatos
pensando assim que seremos enganados.
algo triste de se ver.
ninguém enxerga, ninguém crê.
que o próprio povo
unido pode vencer.

A união faz a força,
mas que tem que ser boa.
Não adianta fica parado
tem que ser agitado.
A democracia não presta?
Algo de outras décadas.
Precisamos orar
para aquele que vai governar

Democracia...
uma fantasia
que nos leva a loucura
com a boca de urna.
Um povo esquecido.
É muito reclamão,
que fala, fala, fala
e não vê o problemão.

É fácil falar
e reclamar
mas quero ver melhorar.
É muito fácil
preste atenção.
Pois político
há de montão.


autor desconhecido


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Um certo momento...

 Quando cada um olhar pra mesma coisa,
 e em nossos sentidos errôneos surgirem variadas interpretações;
 quando em nossos olhos surgirem diferentes cores
 na tentativa de distinguir aqueles mesmos rubores.

 Quando cada rosto a cada um parecer diferente,
  mas igual a todos os outros;
 quando formos meros desconhecidos,
  não seremos defendidos.

 E  quando não tivermos apoio;
 porque o mundo se virou de vez para o próprio umbigo.
 Porque chegou a hora de nascer o narciso,
 quando afogarem-se todos em seus próprios rostos.

 Será essa a hora de fechar os olhos,
 pra tentar ignorar a hipocrisia.
 e tentar ignorar verdade
 porque sem ela não há mentira.

 Por que quando este dia afinal chegar,
 será o momento de admitir,
 que o ser humano preferiu criar a doce mentira
 a aceitar a amarga verdade
 que a culpa é de todo mundo,
 mas no fundo ninguém sabe realmente de quem é.

                                             

                                                 autora : júlia forli

sábado, 16 de junho de 2012

Bela

                                                                    Bela

Era uma vez uma bela criança,
Bela dos cabelos brilhantes, dos olhos vibrantes,
Bela dos lábios rosados,
das doces palavras.

Uma flor que trazia esperança,
exalava confiança,
da mais pura intenção,
sem nenhuma ambição.

Doce criança que habita seus sonhos.
No seu próprio mundo,
Doce criança, inocência divina,
mais que linda menina.

Mulher de beleza impossível,
determinada a ter tudo,
a ser mais do que os outros.

Mulher que tem mais do que todos,
que não abre mão do que é seu.
Nela ainda habita a criança,
mas não há inocência.

A flor que foi transformada,
que está cheia de espinhos,
para se proteger.

A bela perdeu o seu mundo,
deixou-se levar.
Aceitou ser tirada
de sua linda pureza.

A mulher mais linda de todas,
deixou ir o que lhe fazia mais bela.
Trai sueira beleza,
foi-se embora a palavra,
foi-se embora a verdade.

Volte minha linda criança,
traga minha esperança.
Faça do mundo os seus sonhos,
e dos sonhos, crie a verdadeira beleza.

Volte minha bela criança,
bela dos cabelos brilhantes, dos olhos vibrantes.
Bela dos lábios rosados,
das palavras sinceras.

Volte...
Autora : Júlia Forli

Biologicamente falando



Biologicamente Falando




Um ser robótico, é o que pensamos.

Aprenda em um dia, o que se aprende em mil anos

Vigore seus chips e hds, senão será desligado, ou queimado em 220 parcelas eternas.




UM SER?




Só se for “SER”, de serviço anual de robores anônimos.

Aí sim seria mais fácil de criar uma sigla




SARA




Sarar este processo robótico é tão complicado quanto acabar com o efeito estufa.

Imaginem daqui pra frente!!

Ainda bem que sentimos dor de dente!... “ainda”




TEMPO?




Biologicamente falando demoramos nove meses só pra ver a luz do planeta

Doze anos para aprender a correr sem cair, e mesmo com mais de uma década de prática....

Caímos!




Estou falando Biologicamente sem lógicas precisas... OK?

Isto só é um exemplo exemplificado de que cada vez mais esquecemos o que somos




BIO...




Tempo pra todos os seres igualmente distribuído, e erguido com seus pilares naturais da

vida nascida.

Entramos num tempo atento é claro! Mas se atente com calma!

Afinal de contas criamos a cria.

Criamos!




Poderia até ficar continuando este pensamento de seres ou não seres... (eis a questão)

Mas, deixe isto com os próprios...

Ou para outra hora porque tenho que ir embora




Aurora...




Só esta tem bilhões ou mais de memórias.




Autor : Matheus Forli

terça-feira, 12 de junho de 2012

Verbetes


Homo studions - Habita quartos bagunçados e abarrotados de livros. Alimenta-se de todos os tipos de doces e biscoitos. Mantêm posições pouco comuns. Não se relaciona com outras espécies e está entrando em extinção.

Habituns sofá- Habita camas e sofás confortáveis alimenta-se de qualquer coisa, mas tem preferência por bolinhas de queijo. Não é capaz de ler mais de uma palavra sem se cansar. Seu maior predador é o trabalho e seus semelhantes. Se reproduz rapidamente em locais quentes e úmidos. Um dia fora de seu habitat natural é fatal.

Autoras: Camille Carraco e Júlia Forli.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Dark

Vi aquele vulto passar. Estremeci. Olhei assustada procurando alguém que pudesse me ajudar, procurei aquelas pessoas que diziam ser meus amigos, me vi perdida na escuridão, me vi sozinha... Olho para o espelho com a esperança de ver o meu reflexo, mas ao olhar, a única coisa que vejo é a escuridão. Estou com medo, ainda posso sentir o vulto, ele me persegue. O que ele quer de mim? Sinto-me constantemente observada e encaro a escuridão afim de conseguir enxergar o que me espera. Mas não consigo ver nada. Encolho-me em minhas pernas. Encolho-me para ele não me ver. Sinto medo, estou com frio e tudo está tão...Vazio. Quero sair daqui, mas é tão seguro onde me encontro, que tenho medo de seguir em frente. Onde foi parar a minha esperança? Como posso ser tão idiota. Por que não lutar ? Eu quero levantar, mas não encontro forças e sempre que tento gasto o pouco que tenho. Parece que algo está me sugando, parece que "ele" está me empurrando para baixo toda vez que tento emergir. Quero ver o sol. Não aguento esta escuridão. Sinto as lágrimas retornando em meu olhos, mas seguro-as. Não quero chorar neste momento. Não quero fazer isso na frente desta pessoa que me observa. Por que ela não me ajuda? Por que ela fica simplesmente olhando para mim? "ME DE UM POUCO DE LUZ" - grito em vão. "ME AJUDE. TIRE-ME DAQUI" -tento inutilmente me comunicar com este ser que apenas observa-me. Caio em prantos. De repente vejo uma porta. Finalmente vejo o porquê estava ali. Finalmente entendo o porquê este individuo me observara. Entendo que, na verdade, o que vejo é o eu reflexo.Meu rosto refletido na parede de negação e desespero que eu mesma construí. Construí porque me nego a continuar, a seguir, a aceitar que sou forte o bastante. E sei que o único motivo para estar ali era que eu não queria sair. Levanto-me lentamente, sentindo cada movimento, voltando ao meu corpo e desligando-me do pesadelo que eu mesma me impus. Deixo meus movimentos fluírem e meu corpo me leva para longe dali. Finalmente aceito que estou bem, que vou ficar bem. E está mais claro agora.


Autora: Camille Carraco